terça-feira, 23 de abril de 2013




Amor intrínseco

(Ana Nobre)

Como posso te esquecer
Se te amei de dentro
Para fora?
Se teu amor alojou-se
No meu útero
Fecundou, nasceu
E cresceu.
Não foi aborto
Foi bem em tempo
Num tempo infindo
Que até hoje perdura.
Casamos na alma
No corpo e até no pensamento.
Não foi amor louco
Nem tão pouco de momento.
Foi vivido, foi sentido.
Hoje ressurgiu...
Não das cinzas
Pois ele nunca morreu.
De saudades ele está isento
Pois perpetuou no cosmo
Desde aquele momento.


Um comentário:

  1. Fiz esse poema para o meu amado poeta, esposo, parceiro musical,amigo e muito mais. Saudades, saudades, saudades. Sua para sempre Ana.

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