Natal Cidade Presépio
(Ana Nobre)
A cidade presépio de ontem e hoje
Será sempre abençoada
Pelas luzes do Natal.
Nasceu pelas mãos do Divino
Povoada pelos irmãos nativos
Tupis-guaranis
Orgulho do torrão Rio-grandense.
Recebeu ao longo da sua existência
Influências estrangeiras
Teve o nome de Amsterdã.
Tão imponente é sua Fortaleza
De nome Reis Magos é hoje patrimônio.
Passou por momentos de lutas
Por ser a esquina do continente
Até hoje conhecida
Como trampolim da Vitória
Traz representantes do mundo inteiro
Para respirar o ar mais puro
Nessa querida Cidade do Sol.
Beleza nas praias, nas dunas, no mar
O litoral batizando a vida
Com seu abundante sal.
Natal dos Xarias e Canguleiros
Ainda hoje acolhe os jangadeiros
De vida simples são guerreiros
No mar afora indo em busca do seu peixe.
Seu hino é a praieira dos meus amores
Convidando aquele pra cantar
Vivendo num “ranchinho de paia”
Música das eternas serenatas.
Vejo sempre a imagem
Da subida da Ribeira
A casa do Cascudo imortal
Das obras e das comendas
Como eu gosto de Natal.
O cais do porto é um marco importante
Do velho Potengi
Os seus mangues a vida simples
Daqueles que vivem por ali.
A energia viva dessa cidade
Tem alegria e muito mais
Mulheres corajosas que tanto contribuíram
Para a história emancipar.
Natal minha eterna cidade
Namorada e rainha do Sol.
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